A partir do avanço do mar sobre a praia, as cercas irregulares privatizaram algumas áreas, dificultando o acesso de banhistas e até o trabalho dos pescadores. [ 14/07/2010 ]
Com 47 km de praias paradisíacas, a Península de Maraú, com pouco mais de 17 mil habitantes e distante 420 km ao sul de Salvador, vem sofrendo descaracterização devido à ocupação irregular de sua orla por pousadas e casas de veraneio.
A partir do avanço do mar sobre a praia, as cercas irregulares privatizaram algumas áreas, dificultando o acesso de banhistas e até o trabalho dos pescadores.
Segundo o prefeito, Antônio Silva Santos, só na Praia de Algodões notificou 150 invasões. E que todas as vezes que notificadas, as pessoas disseram que conseguiram autorização da Superintendência do patrimônio da União (SPU).
Um morador que não quis se identificar disse que veranistas costumam plantar coqueiros na praia, em frente às suas casas, para depois avançar a cerca.
Segundo Geraldo Zilioli, empresário e engenheiro civil, o pior é a devastação causada pela destruição de áreas verdes e manguezais. “Na localidade de Três Coqueiros, muito valorizada, todas as áreas verdes foram destruídas por loteamentos, vendidos para pessoas de baixa renda”, disse o engenheiro.
Apesar desse comportamento irregular, há oito anos existe plano diretor com os instrumentos de proteção no município, como código de obras e de posturas, mas há conflitos entre as leis federal, estadual e municipal para a ocupação do solo.
As construções mais antigas se basearam em lei federal de 1945, que limita a 33 metros a partir da linha da preamar (maré mais alta). Já a lei estadual determina distância de 63 metros, mas o que já está feito não há como consertar.
Fonte: A tarde
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